setembro 27, 2016

 Justiça: você gostou do final?

A minissérie Justiça terminou com excelentes números de audiência e críticas muito positivas. De fato, Justiça foi o entretenimento de melhor qualidade exibido na Globo, ou na televisão aberta deste ano. Justiça poderia muito bem ganhar uma nova temporada. De acordo com a autora Manuela Dias, que virou a mais nova queridinha da Globo, pelo trabalho feito em Justiça, o entrelaçamento das histórias ocorreu porque a vida da gente é assim. Enquanto escrevo este texto, quanta coisa está acontecendo bem ao meu redor e eu não sei? O final de cada episódio de Justiça deixou possibilidades, não só de continuação, mas também questionamentos que farão o público refletir.   SEGUNDA TEMPORADA   Enquanto a personagem de Débora Bloch decidiu não matar o assassino da filha, a esposa do assassino termina o episódio fazendo aulas de tiro. Será que ela vai matar Elisa (Débora) por ter transado com o marido dela? […]
setembro 22, 2016

Estupro: não compactue, denuncie!

  Usou roupa provocativa, merece o estupro. É para deixar qualquer um de queixo caído, mas isso não é uma peça de ficção. Uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha aponta que um em cada três brasileiros concorda que uma mulher que usa roupas provocativas é responsável por sofrer violência sexual.   O mais intrigante da pesquisa é que ao menos 30% das próprias mulheres concordam com essa prerrogativa que precede esta absurda violência sexual. De acordo com as “autoridades”, a cada 11 minutos uma mulher é violentada. Para o Sistema Único de Saúde (SUS), em 70% dos casos, a vítima é uma criança ou adolescente. E outro número entristecedor: apenas cinco por cento dos casos são denunciados. No Estado de São Paulo, 20% dos casos são esclarecidos, porém a Justiça acaba absolvendo o estuprador.   O Datafolha ouviu 3.625 brasileiros, com idades acima de 16 anos, no mês passado e realizou a […]
setembro 20, 2016

A intimidade nossa de cada dia

  A paixão evolui, a relação fica estável e a intimidade é inevitável. Mas o excesso de intimidade pode acabar com o romance. E muitos casais fingem não entender o que está se passando e, quando se dão conta, veem que o relacionamento se desgastou. Pode ser fácil ou pode ser complicado. Depende de cada um. Quando a paixão evolui para a estabilidade, os casais começam a dividir a rotina diária. E pequenos detalhes do dia a dia podem minar o interesse um pelo outro. Não há amor que suporte fazer o “número dois” com a porta aberta. É impossível sentir desejo por alguém que coloque uma máscara no rosto. Como sentir tesão por um homem que está com a cueca furada ou não tira a meia na hora de transar? E mulher que usa calçola bege? É possível sentir interessa por qualquer coisa que seja bege? O casamento fica […]
setembro 18, 2016

A dor que não se compara

Dor cada um tem a sua, ela não pode ser avaliada. Dor apenas se respeita. Dor precisa ser tratada. Dor precisa ser acolhida. A minissérie Justiça também fala da dor. Mais especificamente da incapacidade de lidar com ela. A personagem da Marjorie Estiano, uma bailarina, fica tetraplégica e pede que o marido, vivido pelo Cauã Reymond, mate-a. A eutanásia é considerada crime no Brasil e enquadrada como um homicídio. Há uma cena muito tocante na minissérie, quando a bailarina grava um vídeo, na vã tentativa de livrar o marido da cadeia, dizendo que admira muito as pessoas que conseguem conviver com a tetraplegia. Discutir um tema como este é fundamental. Cada indivíduo tem autonomia para decidir o que é melhor para si e responder pelas consequências disso. As pessoas têm o direito de escolher como vão lidar com a própria dor. Não importa se é uma no dente, na cabeça, no braço, […]
setembro 15, 2016

Quando é possível perdoar

Ubuntu   Perdoar é uma dádiva. Perdoar é algo para pessoas de espírito elevado. Um dos temas propostos pela minissérie Justiça é o perdão.  As personagens de Débora Bloch e Adriana Esteves enfrentam de forma diferente os crimes em que se viram envolvidas. Enquanto a professora Elisa se preparou durante sete anos para matar o assassino da filha, a doméstica Fátima deixou a prisão disposta a começar uma nova vida. Como tudo na vida é impermanente, como as pessoas são diferentes, deveria ser natural respeitar essa diversidade na forma como cada um lida com o ato de perdoar. Conceder o indulto a quem nos feriu de maneira absolutamente profunda revela auto- conhecimento, um desejo de evoluir espiritualmente, para além das dores provocadas. Até porque, insistir na mágoa, só fará com que a gente fique no mesmo lugar. AUTO-INDULGÊNCIA O auto perdoar-se também é um grande desafio. Muitas pessoas carregam pela […]
setembro 13, 2016

A vida não tem “…e se…”

Muitas vezes a gente se percebe andando em círculos. Criamos mecanismos retóricos na nossa mente que nos impedem de avançar. A vida, geralmente, nos dá uma chance. Ou como diriam os nossos avós, “o cavalo selado não passa duas vezes em frente à sua casa”. De nada adianta, então, ficar lamentando a oportunidade perdida. Viver exige coragem. A vida exige que a abracemos com paixão. Viver exige entrega. Até é possível, errar, mas é preciso saber recomeçar, evitar o titubeio, ter força, coragem, foco é fé. Enquanto seguirmos olhando para trás, estaremos fadados a permanecer no mesmo lugar. A vida não evolui. Temos que soltar a roda, para que a vida possa prosseguir. O retrovisor serve apenas para olharmos se estamos na direção certa. Se não estamos desviando do caminho. Se conseguimos ter o controle do nosso destino. O SIGNIFICADO DO “SE” E A VIDA Este pronome pessoal que pode significar uso […]