O Contador é um filme para ser visto e revisto. A direção segura de Gavin O’Connor e a belíssima interpretação de Ben Affleck fazem esta película ser imperdível para os amantes da sétima arte.

A obra conta a história de Christian Wolff (Ben Affleck), um garoto autista, portador da Síndrome de Savant. Abandonado pela mãe quando criança, ele e os irmãos são criados por um pai rígido. Recebem dele uma disciplina quase que militar. A doença faz Christian ter mais apreço pelos números do que por pessoas. Não sei se cochilei no filme, mas não consegui entender como ele foi parar numa prisão ou clínica. Lá, aprendeu a usar “bem” os números, tornando-se o profissional que dá nome ao título.

Ao conquistar a liberdade, cria um escritório de fachada e passa atender as mais perigosas organizações do mundo. Faz fortuna com isso. Quando é chamado para trabalhar para uma empresa de última geração em robótica, descobre, rapidamente, desvios milionários.

O CONTADOR PRENDE DO INÍCIO AO FIM

Classificado como um drama policial, eu acrescentaria um suspense aí. E da mais alta qualidade. Não sou crítico de cinema, mas vou endossar o que Luiz Carlos Merten, d’O Estado de São Paulo, escreveu:

“É seu melhor trabalho como ator. Não é sempre que se vê um herói autista e, no final, para quem aguarda os créditos, há um batalhão de consultores – sobre matemática e autismo – que deram assessoria para que a abordagem fosse acurada. Numa entrevista, o diretor Gavin O’Connor disse que nada pesou tanto como o fato de ele ter um ‘buddy’ (amigo), cujo filho é autista. Um pouco por fidelidade ao amigo, O’Connor quis ser o mais verdadeiro possível. Não é um diretor muito conhecido, mas Guerreiro, de 2011, que mostra o combate de dois irmãos no ringue, tem muito a ver com o novo filme.”

Se puder, pare tudo e vá ver o filme!

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