Ficar pode ser algo meramente casual. Será que vale a pena correr o risco de perder um amigo só porque você sente desejo pelo (a) ex dele? A vovó sempre foi sábia em dizer que se o seu namorado ou namorada é muito legal, não fique espalhando. A felicidade alheia incomoda, cria inveja e desejos, às vezes inconfessáveis.

Volto a falar das relações líquidas, daquilo que tem ou não importância. Beijar, ficar, transar. Qual o real significado de cada uma dessas palavras, ou melhor, ações?

Quando um amigo seu termina o namoro com aquela pessoa que você sempre admirou e pensou “besteirinhas” com ela, automaticamente o “diabinho” de cada um de nós acorda.

Como vivemos numa sociedade muito hipócrita, as boas maneiras dizem que é melhor não seguir em frente. Mas e se você e o ex (ou a ex, não importa) forem o grande amor um da vida do outro? Você vai se privar de viver uma história bacana por causa da amizade?

FICAR PODE SER O INÍCIO DE UM NAMORO

Tudo na vida depende muito mais da forma do que o conteúdo em si. Se o seu desejo pelo ex do seu amigo for meramente sexual, eu sugiro refrear e ficar na sua. Os amores e o tesão passam. Os amigos ficam para sempre.

Agora, caso exista algo realmente mais profundo e este desejo seja correspondido, talvez valha a pena arriscar. Neste caso, porém, é fundamental que vocês se cerquem de cuidados.

O primeiro é fazer tudo na mais absoluta discrição. Isso significa não conta para absolutamente ninguém. Se nem você for capaz de guardar um segredo, quem o fará?

O segundo e mais importante: caso decidam ficar juntos, tenham a delicadeza e o respeito de vocês dizerem ao amigo. Pode ser dolorido na hora, mas certamente será honesto e franco. E as pessoas sabem lidar melhor com isso do que com a mentira e a fofoca.

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